23 fevereiro, 2009

And The Little Bald Naked Guy Goes To...

A temporada do tapete vermelho terminou ontem a noite com uma festa que, além de ser eternamente puro glamour e money money money mooooney (por favor, ouçam a música de abertura do Aprendiz nessas 4 palavras), foi emocionante e se superou em vários sentidos.
A idéia de colocarem cinco grandes vencedores das categorias de atuação pra apresentar o novo membro do clube mais seleto de Hollywood foi linda!

E as roupas? .............éé..... (desapontamento?)
Não sei se esse negócio de crise pegou mesmo, mas o glamour GLAMOOOUR, sabe, aquela coisa bem Oscar, Era Dourada de Hollywood...........não teve.

Sim, tivemos roupas bem bonitas, mas pouquíssimas que me fizeram falar "meudeeeeeeeus!"
Mas, quando nos dão limões, me ensinaram que devemos fazer limonada suíça porque é mais chique que limonada normal...

So, moving on: começando pelos escuros.


Angelina Jolie de Elie Saab, Halle Berry de Marchesa e a namorada do James Franco, Ahna Riley num vestido que ninguém fala de quem que é!!!

Não sei se é a maternidade que fez isso com a Angie, mas ela tá mais séria, perdeu um pouco daquele edgy que ela tinha antigamente. Ela tá meio.....acomodada? Okay, okay, a mulher é uma santa, tudo bem, mas antes ela era uma santa legal! Ela......perdeu a graça.....
Mas os brincos e o anel que ela usou eram absurdos. Lindos. Mas absurdos anyway.


A DIVA Sarah Jessica Parker, parecendo uma bailarina (uma bailarina linda, não uma bailarina Lara Flynn Boyle/Bjork nos Oscars) num Christian Dior. Quando perguntaram se o vestido era branco, cinza ou verde, ela respondeu que ele era 'slightly mint'. Chique, bem, ela pode usar verdinho menta que ela fica bem de tudo. (Not so sure about the cleavage but...)

Evan Rachel Wood de Elie Saab Haue Couture, linda como sempre, dando um edge pro look de unhas pretas. Mas ela fica linda em quase tudo que ela tenta colocar.


E pros melhores looks da noite, a minha DIVA, musa eterna, desde que assisti Princess Diaries e falei "Meudeeeeus, ela também é performática e efusiva que nem eu!' Pronto, apaixonei! Ela é tudo, elegantérrima e sempre, SEMPRE acerta nas escolhas de red carpet.
Dessa vez, um Armani Privé que a deixou parecida com uma coluna grega, maravilhosa. Chique e lady como é, tudo que ela precisou para arrematar seu look foram brincos de diamantes, pequenos, de uma pedra só, uma pulseira e anéis simples, tudo em diamantes da Cartier.
Viu? Glamour nem sempre é grande e brilhante. Mas quase sempre tem brilhantes. (Infame.)

E Marisa Tomei, indicada pela atuação em "O Lutador", apareceu com um corpo invejável, num Atelier Versace absurdo de tão lindo. Controverso, o vestido apareceu em algumas mil listas de melhor vestida e mais algumas mil de pior, mas pra mim, ela e a Anne são as únicas duas que me fizeram gritar pra minha mãe "olha esse vestiiiiiiiido!"

Agora, é o seguinte: eu tenho, TENHO que expressar a minha indignação com o fato de que a Vanessa Hudgens, o Zac Efron e a Miley Cyrus estavam no Oscar. NO OSCAR! Ah, peloamor, né, gente, eles são atores mirins do Disney Channel! Primeiro, eles não foram indicados, provavelmente não vão ser (a não ser que o novo filme da Hannah Montana seja uma biografia/documentário da monopolização do entretenimento por parte da Disney que quer transformar todas as garotas adolescentes em tamanhos 34................................ eu não tenho idéia de onde tudo isso surgiu.).
Ok, voltando a indignação: não, não e não! Oscar é pra gente grande, crescidinha, bonita e glamurosa. E não pra atores mirins que acham que são crescidinhos, são até que bonitinhos, num sentido vitrine de pet shop bonitinho, e definitivamente não são glamurosos. Quero dizer, peloamor, a "Baby V" (que coisa ridícula) usou um Marchesa que tava muito adulta pros grandes 20 anos dela, o Zac Efron usou um terno que tinha sido encolhido pela lavadora, com uma gravata bizarramente pequena e a Miley Cyrus conseguiu estragar um vestido lindo de Zuhair Murad com um cinto, querendo parecer moderna. UM CINTO! NO OSCAR!
Ah, não, gente, assim não dá, não dááá!!! Eu não posso com esse tipo de coisa!

18 fevereiro, 2009

MJ For President

Antes de comentar o acontecimento fashion week-ish que foi o desfile MJ, uma comparação:

A diva exagero do álbum The Fame tinha tudo pra ter desfilado para Marc Jacobs. E Marc, pensa que me engana com o cor de rosa e os óculos escuros? Aaah, você também gosta de Lady Gaga, não é?


A crise atacou novamente. Lá estava ela, na cabeça de todos os fashionistas na fila pra entrar nos desfiles, nos blogs dos editores, no discurso da Anna Wintour. Ela existe. Agora se, na moda, ela é apenas psicológica, ninguém sabe.

Marc Jacobs se recusou a fazer o que muitos dos estilistas brasileiros fizeram no Fashion Rio e no SPFW: uma coleção negra.
A justificativa? Oras! Inverno é naturalmente escuro..... a crise não dá lugar para extravagâncias.... as pessoas têm que manter uma postura mais contida...
MENTIRA! O que ele disse sobre isso?

“What? Is all black going to help the economy?”

Exato. Pelo menos na moda, o que precisamos é de pessoas que não vão pendurar suas chuteiras (Puma, edição Alexander McQueen, obviamente.) da criatividade só de pensar numa recessão.

Ele tentou enganar: começou cinzinha, preto... mas a gente já estranhava os cabelos. "Esses não são cabelos de uma coleção da crise..."... mas de repente, entra o amarelo num lenço, numa luva.
E numa surpresa, uma blusa de paetês vermelhos! Dourado! Azul royal! Pink! Neon!!! A relação Marc/Stephen Sprouse estava lá, em cada tom fluorescente.
As meias calças? Neon florido! Lindo!

Precisamos de Marc Jacobs.

Precisamos dessa coleção colorida, anosoitenta, com cabelos diferentes em cada modelo, menos uniformidade, mais diversão, mais música, mais vida.

14 fevereiro, 2009

Mademoiselle Chanel e Poesia Brasileira Contemporânea?

Associação aparentemente absurda, mas cá está:




DAY DREAM

Esse castelo
o que há de antigo
nosso no ar
vai se construindo
em meio improvável
desatento.
Tantas referências
nossas lentes
fora desse mundo
do vago ralo
da rapidez indiferente.
Nesse nosso castelo
vão circulando, vivos,
tantos Dukes, Claudes, Luchinos
e vários James amigos
nossos companheiros de sempre.
Sonhos aprisionados
nessa torre
ilha
correm soltos
mar de marfim
por dentro.
Dedicar cada dia
entre tantos
inúteis momentos
a refinar
cada gesto palavra cor
ou sentimento.
Nadar no vazio alheio
movidos
por nosso sonho
claro e tácido
acordar comovido
da mente em movimento.
Nesse castelo, nossa praia
essa coragem nossa
sua presença acende.
Um mundo raro
um sonho em claro
doce recheio
sem resposta.
Sonhamos
vida
sempre acordados
um sonho contrário
que se arrasta em brilho
contra a corrente.

(Frederico Barbosa in Nada Feito Nada, 1993).

10 fevereiro, 2009

United Nude

Quem não gostaria de ser sobrinho do abominável, incomparável "homem das arquiteturas" Rem Koolhaas. Após chocar e encantar no mundo das construções arquitetônicas monstruosas e impossíveis, agora é a vez de seu sobrinho Rem D. Koolhaas (qualquer semelhança de nome é mera coincidência) partir para o mundo ainda mais arquitetônico e impossível dos acessórios, mais precisamente dos calçados.
Com pouco mais de 5 anos, sua marca United Nude em parceria com o shoe-maker Galahad Clark é a perfeita combinação de design, arquitetura e espontaneidade.
Com o objetivo de criar nada mais, nada menos do que um design contemporâneo e icônico, cada um de seus calçados são inspirados em conceitos do design moderno da arquitetura. Como por exemplo a linha de sapatos com saltos inspirados na famosa "Barcelona Chair" da escola Bauhaus.
Botinhas coloridas envolvendo o pé como um elástico, plataformas de EVA no estilo "Crocs"... It´s all there! A United Nude merece uma visita: http://www.unitednude.com/, e um post.

09 fevereiro, 2009

"Landed in a very common crisis"

Uma enorme crise tem sido propagandeada pela mídia nos últimos meses. Uma crise que, supostamente, muito tem influenciado o mercado – inclusive o mundo da moda. Não sou nenhuma especialista em economia, mas, pelo que tenho lido, todo este terremoto ainda não assolou as grandes empresas tupiniquins; soa mais como uma tentativa de demarcar um período ruim e uma justificativa para depositar enormes esperanças no Grande Messias: “Yes, we can!”, repetimos febrilmente.

Gostaria de pensar na escolha por tecidos mais simples vista nos desfiles brasileiros do mês passado como um esforço de democratização da moda, de expansão do seu território tão fortemente delineado (fronteiras estas que cercam uma elite consumidora representada por aproximadamente 1% da população do país). Os maiores fashion-comentaristas incorporaram absolutamente essa idéia de crise e falaram sobre as pobres escolhas subseqüentes. Tornar acessível à grande massa algo que supostamente diz respeito apenas às mais altas castas é ainda mera utopia. No entanto, se as malditas peruas não compram, não seria esta simplificação de malhas, tecidos, cores e detalhes uma mirabolante empreitada marqueteira para atrair mais consumidores sem perder a Classe? Continuo pensando...

08 fevereiro, 2009

Recapitulando


Herchcovitch - SPFW 09
R. Groove - Fashion Rio 09


Antes tarde do que nunca, certo? pois bem, as semanas de moda mais importantes do nosso território nacional apresentaram coleções masculinas bem interessantes, com algumas exceções , é claro.

É evidente que coleções de inverno sempre tragam cores sóbrias, como o preto, estampas pesadas, como o xadrez e o listrado. Mas esta na mãos dos estilistas ultilizarem de forma criativa esses itens. E foi o que aconteceu com a R.Groove, grife carioca, que usou as litras em diferentes tamanhos e espessuras, e com um toque de bom humor essencial na coleção, figuras geométricas que paraciam aqueles bichinhos do jogos de atari. Já o Alexandre Herchcovitch, criou um personagem sombrio, com aparencia molhada, mas moderno, que parecia saído de um filme de terror tipo B, onde os adolescentes vão passar o verão numa cabana e o caseiro resolve matar todo mundo numa noite chuvosa. E que caseiro elegante esse viu!

05 fevereiro, 2009

God Save McQueen


Post atrasadíssimo, mas não ia me perdoar se perdesse a chance de falar do desfile masculino de McQueen.
Inspirado na cidade de Londres no século XIX, McQueen evoca uma atmosfera sombria, viril e extremamente atraente no seu desfile. Os homens desfilam de chapéu, gola alta e walking sticks, quase numa fantasia.
Os modelos, homens de aspecto forte, maxilares bem definidos, foram escolhidos a dedo para representar sua idéia. "I wanted men’s wear to be more masculine" ele disse ao apresentar a coleção.


Clubes underground de boxe também tiveram sua representação através de luvas e fitas vermelhas enroladas no punho.


Tivemos um vislumbre de uma inspiração um pouco mais dark, com o casaco que parecia manchado de sangue, o modelo de avental de couro, que lembrava um açougueiro. Lembremos um acontecimento marcante no final do século XIX em Londres: Jack, The Ripper.
Com esse desfile, McQueen consegue mais uma vez fugir da uniformidade dos desfiles dessa temporada, que foram mais sleek & thin, mostrando uma coleção verdadeiramente masculina.

02 fevereiro, 2009

Shopping (hand)bag des rêves!


Como esta é minha primeira postagem no blog, acho pertinente homenagear as "malditas peruas".

Começando pelas peruas (muito malditas) que estão, ou estarão muito em breve, adquirindo a última bolsa Chanel, vista em seu último desfile de RTW para Spring 2009.

Além de linda, é prática, versátil e trompe l´oeil, ou seja, você ainda pode escapar de um assalto, uma vez que o ladrão pode achar que ela é apenas uma sacola de compras!

Mas não se engane, a "shopping (hand)bag" DOS SONHOS sai por volta de US$ 2000,00.

Chanel é Chanel... magnifique!